22
Jun

Songkick: um site para quem ama shows

Se tem uma coisa que provavelmente não vai me enjoar tão cedo, é ir a shows. Todo ano entro naquela pilha: “e que bandas vão tocar no Brasil, hein?”, e fico naquela mistura de empolgação e otimismo cauteloso… sei lá, vai que a banda cancela a vinda por algum imprevisto, ou até mesmo não cumpram as expectativas depois do show? Pois é, acompanhar este tipo de evento é algo recorrente por aqui…

Recentemente, amigos de uma lista de discussão da qual participo – e que reza a lenda que tem tanta influência quanto os Illuminati, Majestic-12 e afins – estavam conversando sobre um site colaborativo e rede social chamado Songkick, onde você acompanha turnês de suas bandas favoritas, marca em quais shows foi (e os que você quer ir), escreve resenhas, inclui os setlists e tudo mais… e enquanto isto não é bem novidade – afinal de contas, o Last.FM tem funções parecidas, e o Setlist.FM pras listas de músicas de cada show – o fato dele permitir importar dados de outros lugares, como o Last, é bacana.

Mas da minha experiência, poucas coisas foram tão bacanas quanto poder abrir aquela caixa onde guardo todos os ingressos, filipetas, pulseiras, etc… e comparar se os shows, festivais e locais dos eventos estão lá – e se não estavam, tenham certeza de que incluí. Se anotei os setlists, também. E por aí vai – sei que foi tão curioso ver o tempo passando ao rever bandas, lugares, preços de ingressos (R$ 30 pra ver os Smashing Pumpkins na turnê do Adore! R$ 20 pelo último show dos Ramones no Rio!), e ver há quanto tempo eu curto isso… tipo, primeiro show gringo que lembro de ter visto foi o Faith No More no Maracanãzinho – e eles se reunindo neste ano, com vinda certa pra América do Sul em outubro!

Ao mesmo tempo, é curioso ver como a Internet passou a fazer parte das nossas vidas: simplesmente não consigo achar informações mais concretas de certos shows a que fui – como Jon Spencer Blues Explosion e Vulgue Tostói no Garden Hall, Man or Astro-Man? e Trans Am no Ballroom, Guitar Wolf e Autoramas no MAM… estes dois últimos ainda são uma incógnita.

Se você foi a algum destes shows, ou pelo menos sabe a data certinha, faça sua parte! Aproveita e me adiciona como amigo por lá, também.

np: “Stadium Love”, Metric

26
May

Lucky Sevens Podcast #004

Após uma breve passagem no limbo – meu microfone favorito subiu no telhado de vez, e um substituto foi comprado… portanto, não estranhem se a voz parece gravada direto de uma lata de goiabada, ainda estou ajustando as coisas – eis o retorno épico do podcast, com temas musicais igualmente épicos.

Download [12.75 MB, 13:55]

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04
May

O lado fanboy da Força

Fanboys

Se eu soubesse que hoje era o dia em que uma galera comemora o Star Wars Day – 4 de maio, May the 4th, “may the Force…”, sacou? – eu teria deixado para hoje minha sessão de “Fanboys”, filme e singela homenagem à saga espacial de George Lucas. Resumindo bem, é mais um daqueles “road movies” no formato mais clássico, envolvendo amigos cruzando longas distâncias para resolver alguma situação.  esta vez, é o amigo da época de colégio que está nas últimas e não viverá o suficiente para assistir “Episódio I: A Ameaça Fantasma”. O plano mirabolante envolve invadir o Rancho Skywalker, surrupiar o filme para que o amigo em questão possa assisti-lo antes de partir desta pra melhor. Daí é aquilo, os malucos decidem atravessar o país numa van caquética e temática – só com Rush no som, que coisa – para realizar tal plano.

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03
May

Lucky Sevens Podcast #003

O programa de hoje é dedicado a covers instrumentais de temas de games! Seja a bordo de uma Ferrari desfrutando de ótima companhia, trocando tiros com alienígenas na floresta, subindo ao ringue e enfrentando inimigos do mundo todo ou detonando os traficantes nas ruas da cidade…

Download [15.11 MB, 16:30]

np: “Perfect”, the Smashing Pumpkins Continue reading ‘Lucky Sevens Podcast #003′

27
Apr

Lucky Sevens Podcast #002

Após falhar miseravelmente em fazer um episódio dedicado às músicas licenciadas nos videogames, resolvi que não se mexe em time que está ganhando. A nova edição do Lucky Sevens continua firme e forte nas trilhas de jogos, quase spoilando um clássico – ah, se você ainda não jogou esse, você merece – e fazendo algumas homenagens referenciais.

Download [13.56 MB, 14:48]

np: “Sunday”, Sonic Youth
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20
Apr

Lucky Sevens Podcast #001

Quebrando um silêncio de mais ou menos cinco anos, resolvi lançar um novo podcast chamado Lucky Sevens – pois além de ser uma referência a jogos (baralho? caça-níqueis? quem sabe?), também aponta para um possível elemento surpresa… Enfim, a edição inaugural conta com músicas de videogame que remetam a temas de seriados e filmes, mostrando como as coisas evoluíram bastante desde a origem dos jogos eletrônicos. Tudo devidamente comentado, é claro.

Toda vez que rolar episódio novo, vou listar aqui no blog – naturalmente, manterei o histórico dos programas na página “Lucky Sevens Podcast” para quem ainda não o conhece. Espero que vocês se divirtam tanto quanto eu, e aguardo seus comentários e sugestões. ;)

Download [15min, 13.74 Megabytes]

np: “My Beloved Monster”, eels

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22
Mar

Radiohead e Kraftwerk, finalmente! Los Hermanos, oi de novo!

O que foram os dezessete anos de espera, hein? Depois de tanto tempo com boatos anuais de que o Radiohead se apresentaria no Brasil, finalmente a banda realiza sua primeira turnê por aqui. Com dois convidados especiais, o Just a Fest foi certamente memorável.

Depois de encarar um trânsito monumental na orla da Zona Sul para chegar ao metrô e encontrar meus amigos Helena e Fred , pegamos o trem basicamente do começo da linha… isto é, foi de vazio a empanturrado de gente com uma certa velocidade. Afinal, não era apenas por causa do show, como também por conta do horário de fim de expediente em uma sexta-feira. Após chegarmos e esperarmos um pouco por mais de nosso grupo de amigos, caminhamos até a Apoteose pouco depois do início do show de reunião do Los Hermanos.

Curto bastante a banda desde a época das fitas demo – eu estava na PUC na época em que a banda foi formada, fomos apresentados pela minha namorada na época, ia aos shows direto – mas acho que a apresentação começou um pouco morna, mas nada que tocar os hits do “Bloco do Eu Sozinho” não ajudasse. A lindíssima “Sentimental” continua funcionando muito bem ao vivo, assim como “A Flor”. E não, nada de “Anna Júlia”, mesmo que no embalo desta volta. Sei lá, tenho a impressão de que eles passaram muito tempo longe do público.

Compensando os outros dois shows que perdi no passado, o Kraftwerk serviu como uma aula ao vivo do eletrônico – e por que não dizer que a genealogia do funk carioca? Afinal de contas, quantas músicas do grupo alemão não foram sampleadas por meio mundo para músicas da época, seja um gringo como o Afrika Bambaataa e seu “Planet Rock (se você não conhece, ouça as duas) ou o pessoal daqui? A influência deles é tanta que eu, que ouvi pouco da carreira, reconheci quase todas as canções, exceto duas? O palco e as projeções no telão (mesmo com o pointer do mouse de vez em quando!) estavam fantásticas, sem contar os manequins vivos em “We Are the Robots”. Se você gosta de música dançante eletrônica hoje em dia, agradeça a eles.

Terminado o Kraftwerk, uma onda de gente indo para mais perto do palco, e um inexplicável reggae e dub no som geral – rendendo piadinhas como “o Radiodread vai tocar ‘Rasta Police’?” – houve uma longa espera até as 22h40, quando o Radiohead veio ao palco.

A apresentação da banda inglesa foi épica: selecionando grande parte de seu setlist do “In Rainbows”, o grupo não deixou de lado clássicos de discos anteriores – como “Paranoid Android”, “Just” (anos de treino na pista da Loud!) e “Idioteque”. O palco em si foi algo de fantástico: usando barras verticais em um alinhamento curioso, o jogo de iluminação e projeções variava de forma interessante de música para música (como a chuva em “The Gloaming”), e o telão ao fundo apresentava closes inusitados dos integrantes do grupo, com alguns efeitos muito bacanas.

Ah, sim, as 2h10 de show – os dois bis incluídos – terminaram com “Creep”, a improbabilidade das improbabilidades. Será que esta vai rolar em São Paulo, ou trocarão por outra (”Fake Plastic Trees”?). No fim das contas, o evento foi bacana, e nem mesmo o ocasional mimimi sobre a acústica ruim da Apoteose não se justificou. Um show para ser lembrado por muito, muito tempo, se os encontros emocionados entre todos os amigos lá presentes servem de indicação.

Clique no link abaixo para informações bônus, o mais curto videoclipe da história, e os setlists!

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06
Mar

Watchmen: eu vi!

Hoje, um comediante morreu em Nova Iorque.

Watchmen, a marcante graphic novel de Alan Moore, cruzou caminhos comigo duas vezes: uma ao final dos anos 80, quando li inteira e percebi que era algo bem diferente do formato que eu conhecia de quadrinhos até então; a outra foi no final dos 90, quando foi reeditada no Brasil e comprei em fascículos. Mês a mês, lendo com mais calma, fui tendo mais certeza do valor da obra. Tantas nuances que passaram despercebidas de quando li no começo da minha adolescência.

Na época da segunda leitura, eu não estava sozinho na opinião de que era uma obra bem difícil de transpor para outras mídias, graças a quantidade besta de conteúdo incluída no pacote: clippings de jornais, livros e revistas fictícias, entrevistas com os personagens dando mais noção da trama. Enfim, no fim das contas eu achava que uma minissérie poderia funcionar. Quem sabe em 12 fascículos, como os quaqrinhos originais, seria possível comportar tanto material? Para vocês verem, só de usar o fantástico site The Annotated Watchmen eu notei que a parada era mais séria e profunda do que eu já achava!

Meu sonho era ver o Terry Gilliam dirigindo-o (e depois vim a saber que ele quase chegou a fazê-lo, que beleza): a cena do Archie e a revolta nas ruas, com o Coruja II e o Comediante botando ordem no caos, era algo que eu conseguia visualizar nas mãos do ex-Python… Enfim, depois de anos de especulação de diretor e elenco – isto era tradição na época do colégio, antes de filmes de herói entrarem em voga de vez – eis que sai a versão para a telona, dirigida por Zack Snyder. Além da novela que foi para este filme sair do papel, ainda teve uma pendenga judicial entre as distribuidoras do filme, mas no fim das contas tudo foi resolvido.

Graças à galera do Almanaque Virtual, tive a oportunidade de conferir a pré-estreia do filme no Cinemark. Depois de encontrar o Marcelo Vingaard, über-cosplayer brazuca, bati várias fotos do evento – incluindo os cosplays dos Minutemen, a geração anterior de heróis do filme, com direito ao Guilherme Briggs pagando de Comediante e um Justiceiro Encapuzado pra lá de frenético. Agora que o filme terminou (e assim a espera de anos por Watchmen na telona), fica a pergunta: valeu a espera? Cliquem no link abaixo e confiram as impressões…
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28
Feb

Voltando do limbo, ou algo assim

HELLO ME NOT DEAD
É hora de tirar da gaveta a imagem de “eu não morri” mais uma vez. O blog andou às moscas por uma série de razões… como uma mudança em meu trabalho, pois agora trabalho de casa para o FinalBoss em um esquema de metas semanais (o que me proporciona tempo livre para outros trabalhos).  Além disto, eu me promovi (sic) a curador da seção Flashback, onde homenageamos heróis, vilões, clássicos e figuras da indústria gamer. Como eu já curto o assunto, é mais um jeito de eu aprimorar minha escrita.

O Carnaval, enquanto festa e tudo mais, inexistiu para mim: trabalhei de casa com minha namorada – e sua adorável filha,  nos dias em que elas ficam juntas – pois ela tomou uma senhora rasteira do Velox e do Virtua, desconectada por completo durante um trabalho… e precisando de conexão Internet fica difícil, né? De qualquer forma, a vida continua fluindo direitinho, eu é que ando com pouco tempo para escrever. De repente eu tomo vergonha na cara e volto a escrever sobre os filmes que assisto, games que jogo e talvez os seriados que acompanho…. Mas admito que bate preguiça deste último caso, já que certamente tem gente que escreve melhor e mais dedicada a isso do que eu. Enfim, vamos que vamos.

np: “Breed”, Infadels

31
Jan

Campus Party: Para não dizer que não falei de flores

Sim, eu ia escrever um post mais elaborado sobre isso. Não, eu não vou fazer mais, porque se eu não tive tempo até agora… Enfim, considerações gerais da Campus Party agora que a poeira baixou:

Vitórias épicas

- a conexão Internet incrivelmente rápida, mesmo que tenha caído progressivamente ao longo dos dias;
- a rede interna entre usuários para compartilhar seus achados;
- os usos variados do RickRoll, como estampas de camisa e projeções no teto;
- a bancada dos cariocas era só alegria, e sem faltar com a noção como alguns outros;
- ter vencido a última competição da barraca da AXE, apesar do ponto de rede ter me deixado mais ilhado do que gostaria.

Falhas vergonhosas

- o terrível áudio dos palcos, era muito difícil acompanhar certas palestras (ou mesmo ficar na minha, acessando e tal);
- a expulsão da Banda Leme do palco, liderado por um sujeito claramente sem noção da realidade;
- a aclamação (claramente cínica) do público então revoltoso pelo Baque Bolado. Desrespeitoso de verdade;
- o nerd imbecil que apalpou a Ana Lúcia Fernandes, coelhinha ruiva da Playboy, e ainda tentou desconversar;
- o café da manhã podia ter sido um bocado melhor, ou fiquei mal acostumado com o almoço e jantar?

Espólios da guerra

- muitos novos amigos
- 1 mochila da Telefonica
- 1 camiseta do Firefox
- 1 camiseta do MySpace Brasil
- uma tonelada de cartões de visita
- um monte de revistas
- penduricalhos de celular da Vivo
- uma cereja (devidamente comida)
- um sanduíche de carne e cebola (obviamente devorado)
- um sanduíche de queijo e geléia (naturalmente degustado)
- 1 pen drive da Kingston de 2 GB (devidamente presenteado)
- 2 latas de AXE Instinct (uma devidamente presenteada)
- 1 button da Brasigo
- 1 button do BlogBlogs
- 1 Button da WebCo
- 1 kit de banho da Brasigo
- 1 nova camiseta do Yahoo Posts
- 1 pen drive da GigaNews de 128MB (era para o programa deles!)
- silk de “Free Tecnoviking” em uma camisa minha, do pessoal do Internet Sem Boicote Já
- silk de “Free Rick” em outra camisa minha

Enfim, é isso. Tomara que acertem a mão no que vacilaram desta vez na próxima edição.

np: “California Dreamer”, Wolf Parade

23
Jan

Campus Party: Vergonha alheia no show da Banda Leme

facepalm of the fucking aeon

Em 1998, eu e um grupo de amigos cariocas viemos a São Paulo conferir o Mundão SESC, que trouxe uma série de shows grátis com bandas locais, de outros estados e mesmo atrações internacionais (no caso, o Cibo Matto). Lembro que ao final dos shows dos grupos Acabou La Tequila e Los Djangos, fiquei besta com a reação apática da galera de SP, que afirmou que “aquilo não era ska de verdade”. Desde então, passei a notar um padrão em parte do povo de lá: uma atenção exagerada demais à “autenticidade”, uma necessidade de afirmação tão grande que faz com que qualquer possibilidade de soar autêntico caia por terra. Tipo, que diabos, não é porque os caras das bandas cariocas supracitadas não estão caracterizadinhos como as bandas da Two Tone Records que não são bandas de ska, né? Pelamordedeus, até parece que precisa ter um naipe de metais, e terninhos preto-e-branco para que o som mude.

Em grandezas diferentes, ontem presenciei algo que me deixou profundamente irritado e decepcionado com grande parte do público da Campus Party. Ao final de cada dia, rola um show para fechar o palco principal antes dos sets de DJ: nos dois primeiros dias, foi O Teatro Mágico, que eu particularmente não me interessei muito; depois, um grupo que trouxe um batuque deveras do bizarro, que ninguém entendeu e deixou muita gente resmungando do som — como disse alguém no Twitter, “não é porque todos baixa coisas na #cparty que tem que baixar santo no palco todo dia”… não estou achando quem foi agora, se foi você acuse-se — e torcendo para que acabasse logo. De forma civil.

Eis que ontem subiu ao palco a banda Leme, formada pelo rapper niteroiense De Leve, o produtor Flu e o guitarrista Luciano. Quem conhece o trabalho do De Leve sabe que o cara tem um quê de fanfarronice, e qualquer pessoa com meio cérebro entende que a parada é para ser bem-humorada ao ouvir as letras e tudo mais. O cara estava cantando com uma barba postiça, caceta. Mas nããããão… seguindo o flashmob anterior de fazer torcida sem pé nem cabeça, arrancando gritos de quem não fazia idéia do que estava acontecendo, maioria da platéia começou a vaiar, levantar cadeira, fazer corinho de “e… fora!”, e basicamente hostilizar os caras just for the fuck of it. Me bateu um senhor constrangimento… pena que por parte do público, e não da banda.

E achei igualmente desrespeitoso ficarem aclamando o show seguinte, do grupo de maracatu e música regional Baque Bolado, pois não deu outra impressão que não a de estarem fazendo isso só porque curtiram detonar o show anterior. Bem ou mal, tinha suas similaridades com o show da tal banda de batuque que odiaram dois dias antes. Poucas pessoas tiveram noção o suficiente para ver que tudo aquilo foi vergonhoso, e isso é um vexame.

Enfim, achei que foi um momento bad trip pra caramba. É um desrespeito absurdo ao artista, e mal comparando pareceu coisa das edições do Rock In Rio com atrações alocadas em dias insanos, como Lobão e Carlinhos Brown no dia do heavy metal. E ainda culminou com uma briga na área de acampamento, acarretando expulsão dos arruaceiros, os campuseiros impedidos de entrarem ou saírem da área das barracas, e aí por diante. Ponto negativo para um dia fraco, sem dúvida.

np:
“Mediocrity Rules”, Le Tigre

20
Jan

Campus Party: Chegada e primeiras impressões

Na segunda-feira de manhã, parti pra rodoviária para encarar estrada e conferir a Campus Party. Com a fiel co-piloto Lívia ao lado, e logo atrás Edu e Priscila para desestabilizar a sanidade mental da frente do ônibus, uma série de eventos divertidos – como a versão comentada do guia do caderno de informática da Folha, a infame plaquinha “nesta casa, até mesmo a alegria pula de tristeza” na loja de souvenires e a constatação “o Graal é o Google das estradas, está em tudo o que é lugar” – serviram como a diversão da nossa viagem.

Chegando no terminal Tietê, nós quatro e todo o resto da tropa carioca que veio no mesmo ônibus partiu para o metrô, indo até o ponto final em Jabaquara para pegar o ônibus pro evento. Um bocado de fila depois, pegamos as credenciais, garantimos o registro de nossos computadores para que pudéssemos deixá-los direto na bancada de forma que ninguém mexesse, e fomos garantir nossas barracas. Depois de várias resmungadas sobre a proibição de bebida alcoolica no evento, eis que o Vinicius K-Max leiloou uma lata por R$ 12 – e adivinhem quem comprou? Alguém chame a moça para o camarote Brahma, por favor?

Felizmente, minha namorada me emprestou um saco de dormir – provavelmente mais confortável do que aquele que eu pretendia comprar, e comprovadamente melhor por ter o espaó para dormir dentro – e eu acabei comprando uma almofadinha tosca na parada em Resende (e apesar dos pedidos e sugestões, não comprei a de oncinha… optei por uma mais tropical, com uma orquídea branca e tons vermelhos e azuis… “q”, pergunta o inconsciente coletivo online), o que me garantiu uma noite de sono bacana. A área dos banhos é meio pauleira, mas dá para sobreviver, mesmo que haja toda uma logística envolvida em se tratando de carregar roupas e afins para lá e para cá.

A comida daqui é bem legal, mas o almoço e jantar têm claramente mais presença do que o café da manhã – a fila pro almoço de hoje estava épica, e meu estômago colando nas costas fez com que eu a encarasse e comesse que nem uma draga… mas acho que a boa para os intervalos entre as refeições compradas antes do evento é comprar uma quantidade anormal de barras de cereal no mercado.

Agora que bateu a leseira pós-rango, hora de rever quais as palestras bacanas que tem daqui pra frente… enquanto isso, vão conferindo minhas fotos no Flickr… e para outras impressões em tempo, também tem o streaming do BlogBlogs.

np: “Atlantis to Interzone”, the Klaxons

18
Jan

Aleatoriedades: um meme internet

O bom e velho Ryunoken, do blog A Espada do Dragão, me convocou para participar deste meme internet… e vamos que vamos:

Regras

1 – Linkar a pessoa que te indicou.
2 – Escrever as regras do meme em seu blog.
3 – Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 – Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5 – Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.
6 – Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Aleatoriedades

1 – Quando eu era bem moleque, eu tinha pavor de borboletas. Agora, só as odeio.

2 – Eu já visitei o País de Gales sem saber uma vírgula do idioma local.

3 – Uma das minhas bandas começou quando eu compus 6 músicas ligadas a uma desilusão amorosa.

4 – Já passei réveillon seguindo um os Hare Krishnas na praia, até alcançar meus amigos na praia (me atrasei por causa do trânsito).

5 – Meu primeiro videogame foi um Gemini, compatível com o Atari, que veio com Donkey Kong.

6 – “Contato” é, até o momento, o único filme que me faz chorar.

Convocados

Nix, Daniell, Lia, Xianey, Natasha e Yogodoshi

É isso aí: rolem o randomizer aí e manda bala. Quem quiser aderir sem ser convocado e linkar pra cá de volta, be my guest.

np: “Walcott”, Vampire Weekend

13
Jan

Campus Party: os apuros de um newbie

Quando eu menos esperava, pintaram dois convites em potencial para conferir a Campus Party 2009, mega-evento de tecnologia em São Paulo. Como eu tinha ouvido falar muito bem da edição anterior, fiquei pilhado de ir, mesmo sem saber se me liberariam do trabalho… mesmo assim, me cadastrei no site, e fiquei meio tenso de não saber se pagava desde já o ingresso e comida pro evento todo — vai que eu não precisava morrer nesta grana? — para não perder a possibilidade da pré-inscrição por bobeira.

O primeiro convite foi através de um amigo meu, então representando uma ação de uma certa companhia grande que não citarei o nome, valendo o ingresso e uma projeção bacana pro blog. Infelizmente, soube hoje que este lance não rolaria mais…  uma pena, pois fico chateado mais por conta do meu amigo do que pela entrada propriamente dita (independente de ter um plano B)…. paralelamente a isso, a outra chance estava no ar por conta da participação do Working Class Anti-Hero no Yahoo! Posts – que acabou de receber uma reformulação de peso no visual e navegação, confiram lá  que ficou bem bacana – faltando apenas saber como ia ser o esquema de estadia e alimentação.

Esperei pra caramba, vendo o conador das reservas aumentando perigosamente para perto do limite previsto, e mais ou menos aos… ahn… 30 minutos do segundo tempo consegui cavar esta folga no trabalho – afinal, tem feriado no Rio de Janeiro na semana do evento – e chegou meu convite por email. Sim, consegui esquivar lindamente da entrada, bastando pagar apenas o rango. Meu bolso deu um suspiro de alívio que pode ser ouvido nos quatro cantos do planeta.

Aí me toquei de que, salvo o Windows Vista — acho que só vou testar o beta do Windows 7 se eu resolver brincar de mudar tamanho de partição, melhor não arriscar — meus softwares do notebook, emprestado por tempo indefinido, estavam para lá de defasados. E lá fui eu correr atrás de programas mais recentes, relevantes, atualizações, correções…Pois é, acho que estou psicologicamente pronto para encarar a semana de acampamento, palestras, três rangos por dia (de bandejão? Veremos…) e toda a pornografia banda larga que meus pobres olhos puderem suportar.

Mas ainda tenho malas pra fechar e organizar, os afazeres do lar para realizar, e este tipo de coisa. Afinal de contas, é uma semana longe de minha casa e do que realmente importa nesta vida. Enfim, a quem estiver presente, vejo vocês por lá; e pretendo postar novidades in loco, pois estou certamente preparado para isso… ;)

np: “Lucid Dream”, Franz Ferdinand

31
Dec

2008: Um ano em um post

É, mais um ano que passou, um bocado de coisa aconteceu… algumas para o bem, outras nem tanto. Afinal de contas, o mundo quase acabou, e o Gabeira não venceu a eleição carioca — para a vergonha do morador daqui. Na área de mudanças, finalmente tive a oportunidade de começar um novo curso de Japonês, o que é bastante útil ao meu atual emprego; e por falar no trabalho, algumas novas atribuições, como ajudar na produção de um programa de TV via web e participar de duas entrevistas em um programa de rádio que também era transmitido via Internet… já na área “oportunidades perdidas”, por pouco não me mudo do Rio de Janeiro — que diabos, do hemisfério sul! — para um novo trabalho que também seria muito interessante. Novas oportunidades surgirão, e enquanto não acontecem, continuo fazendo o meu melhor no atual.

No âmbito pessoal, passei por altos e baixos. Fui para a Argentina pela primeira vez com minha ex-namorada, e foi uma experiência muito bacana… e não me refiro só a viagem; apesar do distanciamento e tudo mais, ainda é alguém muito querida a mim e me ajudou a crescer mais um pouco nesta vida. Neste ínterim, foi muito bom conhecer gente nova por quem desenvolvi carinho e respeito, além de “re-conhecer” outras com quem eu não tive tanta proximidade no passado, mas agora a coisa mudou de figura e se comprovou algo bom. O pouco tempo que me sobra além do trabalho me rendeu momentos divertidos como os shows do InterpolMuseBloc Party e Rufus Wainwright; perdi outros que eu queria muito ver, como o R.E.M., Jesus & Mary Chain, Tokyo Police Club e MGMT.

E como vocês estão lendo isto aqui no blog, também é bem digno de nota citar a galera que conheci por conta deste humilde site, eventos como o Descolagem e o lançamento do Yahoo!Posts, para o qual fui convocado. 

Enfim, foi mais um ano cheio de momentos de felicidade, maravilhamento, tensão, desafios, confusões, emoções variadas, planejamento cuidadoso e apostas no escuro. Mas não seja por isso: o ano que vem está batendo à porta, e eu pretendo abri-lo com os dois pés tal qual um Hulk Hogan da vida. Feliz 2009 para nós todos, que continuemos mandando bem, tenhamos o que merecemos e que nada além de felicidade passe por nossa porta. E agora me dêem licença, que é hora de me divertir com um pouquinho da tanta gente que importa nesta vida enquanto o ano não acaba…

np: “New Year’s Day”, the Caesars






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